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Economia Municipal

Mais igualdade, menos renda: o paradoxo econômico de Conde

Estudo mostra que Conde tem baixa desigualdade; porém, conta com apenas pouco mais de 800 empregos formais e apresenta baixa renda

Publicado em 07/07/2025 às 12:08
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Os dados econômicos de Conde apresentam particularidades em relação à média estadual (Foto: Portal da Cidade Conde)

O município de Conde possui cerca de 23,7 mil habitantes, conforme dados do Censo 2022 do IBGE, e apresenta características econômicas que se diferenciam da média estadual.

Levantamentos realizados entre 2024 e 2025 indicam que a desigualdade na distribuição de renda em Conde é menor do que na maioria dos municípios baianos. As classes com menor poder aquisitivo (D e E) concentram 66,5% do total das remunerações na cidade, enquanto as classes mais altas (B e A) respondem por apenas 19,2%.

Em termos comparativos, essas classes de menor renda recebem 21,4 pontos percentuais a mais do que a média estadual, enquanto as classes de maior renda ficam 5,8 pontos abaixo da média. Esse cenário demonstra que a diferença de renda entre as classes em Conde é menor do que na maior parte do estado.

Porém, é importante compreender a diferença entre nível de renda e distribuição de renda. A distribuição de renda se refere à forma como o dinheiro é repartido entre os grupos sociais, enquanto o nível de renda diz respeito ao valor efetivamente recebido pelas pessoas. Neste caso, embora a maior parte da renda esteja distribuída entre as classes mais pobres, o nível de renda desses grupos continua baixo.



Atualmente, o município possui apenas 815 empregos formais com carteira assinada, número considerado reduzido para uma cidade com mais de 23 mil habitantes. Além disso, a remuneração média desses trabalhadores é de R$ 1.800,00, valor que representa cerca de 36% a menos que a média estadual, atualmente estimada em R$ 2.800,00. Isso demonstra que o nível de renda dos trabalhadores condenses é limitado.

Esses números revelam que a menor desigualdade na distribuição de renda em Conde não está associada a altos salários, mas sim ao fato de que a maioria da população recebe remunerações precárias. Dessa forma, a renda total acaba se distribuindo entre as camadas mais pobres por ausência de oportunidades mais bem remuneradas, o que dificulta a mobilidade social dessas classes.

Esses dados reforçam a existência de problemas sociais históricos no município, evidenciando a necessidade de buscar alternativas que promovam o desenvolvimento econômico e a melhoria da qualidade de vida da população.

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