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Mercado de Trabalho

Informalidade predomina entre autônomos de Conde e supera média nacional

Segundo o IBGE, 91% dos profissionais por conta própria no município atuam sem CNPJ

Publicado em 11/10/2025 às 10:07
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O município possui problemas crônicos de geração de renda e empregabilidade formal (Foto: Portal da Cidade Conde)

Na quinta-feira (10), o IBGE divulgou dados do Censo 2022 relacionados a Trabalho e Rendimento e Deslocamento para Trabalho e Estudo, abrangendo todo o território nacional. Entre as estatísticas, destacam-se as referentes aos trabalhadores autônomos, com e sem CNPJ.

Em Conde, os autônomos representam 37,73% do total de trabalhadores do município, totalizando 3.234 pessoas, ficando atrás apenas da ocupação no setor privado, que representa 38%. Portanto, grande parte da população economicamente ativa no município se engaja em seus próprios empreendimentos para obter renda.

Entretanto, 91,13% desses trabalhadores não possuem CNPJ, um percentual que representa quase 20% a mais que a média nacional — que é de 72,92% — e cerca de 7% acima da média baiana (83,22%). Esses números indicam uma tendência mais acentuada em Conde.

Um dos fatores que explicam esse fenômeno é a falta de conhecimento por parte de uma parcela dos autônomos, que não compreendem corretamente como a Pessoa Jurídica funciona e suas possíveis vantagens, ou não sabem como formalizar o registro.

Além disso, outro fator importante é que grande parte dos autônomos são trabalhadores informais, que geralmente obtêm sustento por meio de atividades com baixo potencial de renda. Nesse contexto, abrir um CNPJ não é tão vantajoso, pois implicaria assumir riscos e encargos em condições de trabalho instáveis.

Um estudo realizado em 2024 pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) constatou que 68% dos trabalhadores autônomos do Brasil gostariam de ter carteira assinada, indicando que a maioria trabalha por conta própria devido à falta de oportunidades em empregos formais.

Em Conde, essa constatação também é reforçada pelo indicador de Rendimento Domiciliar Mensal Per Capita, que mede a média da renda disponível por pessoa em uma residência. No município o rendimento é de R$ 674,79, muito abaixo da média nacional (R$ 1.638,06) e pouco mais da metade da média estadual (R$ 1.079,17).

Dessa forma, os autônomos de Conde enfrentam desafios significativos para ascenderem profissionalmente, com condições de trabalho e potencial de renda inferiores aos da maioria dos municípios da Bahia e do país.

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