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Muito além das cores: entenda os símbolos que carregam a história e a identidade de Conde

Bandeira e brasão reúnem elementos que representam a fé, a economia e as riquezas naturais do município, preservando aspectos da história e cultura local

Publicado em 06/08/2026 às 15:41
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Muito além das cores: entenda os símbolos que carregam a história e a identidade de Conde (Foto: Reprodução)

Nem sempre os símbolos de uma cidade são apenas ilustrações presentes em documentos oficiais ou repartições públicas. Em Conde, cada cor e cada elemento da bandeira e do brasão carregam significados que ajudam a contar a história do município, retratando sua fé, suas atividades econômicas e as riquezas naturais que marcaram sua formação.

A Lei Orgânica de 1990 estabelece que os símbolos oficiais de Conde são a Bandeira, o Brasão e o Hino do Município. Juntos, eles representam a identidade cívica da cidade e reforçam características que distinguem o município no cenário baiano. Tanto o brasão quanto a bandeira tiveram seus significados definidos pela Lei nº 39, de 1975.

No brasão, as cores vermelha e branca fazem referência ao Senhor do Bonfim, padroeiro da Igreja Matriz. A cabeça de touro simboliza a tradição pecuarista do município, enquanto os dois cocos representam a cultura do coco, considerada uma das principais riquezas agrícolas locais. Na parte inferior, uma concha sobre faixas azuis e brancas faz alusão ao extenso litoral condense, reconhecido por suas praias, manguezais e recursos naturais.



Esses mesmos elementos aparecem na bandeira do município. O campo vermelho representa o Senhor do Bonfim, tendo ao centro a cabeça de touro. No campo branco, os dois cocos verdes reforçam a importância da agricultura, enquanto a concha branca sobre as faixas azuis e brancas simboliza a riqueza do litoral. A composição traduz, em um único símbolo, aspectos históricos, econômicos e culturais que fazem parte da identidade de Conde.

Mais do que representações oficiais, a bandeira e o brasão preservam a memória coletiva do município. Ao reunir referências à religiosidade, ao trabalho no campo e às belezas naturais, esses símbolos ajudam a manter viva a história de Conde e reforçam o sentimento de pertencimento entre seus moradores.

Fonte: Walber Luide Andrade da Silva

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