Logo nas primeiras horas da manhã da segunda-feira (1º), a Associação de Mães de Autistas de Conde (AMAC) fez um apelo nas redes sociais após o início da queima de morteiros na comunidade do Morro. Na publicação, a entidade pediu misericórdia pela saúde das crianças autistas e cobrou mais respeito às pessoas afetadas pelo barulho provocado pelos fogos de estampido.
“Não vamos aceitar. Estamos sofrendo. Solicitamos providências”, diz um trecho da mensagem divulgada pela associação.
Com a aproximação dos festejos juninos, período marcado por celebrações e pelo uso tradicional de fogos de artifício, a AMAC tem reforçado uma campanha de conscientização sobre os impactos causados pelos fogos de alto estampido.
A iniciativa busca sensibilizar a população para os efeitos do barulho excessivo em pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), além de idosos, pessoas enfermas e animais. A associação destaca que, enquanto muitas pessoas associam os fogos às comemorações, outras enfrentam momentos de medo, sofrimento sensorial, angústia e crises provocadas pelo ruído.
A entidade ressalta que a hipersensibilidade auditiva é uma realidade para muitas pessoas autistas e que os estampidos podem desencadear reações intensas de desconforto emocional e físico. A campanha também chama atenção para os animais, que frequentemente entram em estado de pânico durante as explosões.
A associação lembra ainda que Conde possui legislação específica sobre o tema. Desde julho de 2025, está em vigor a Lei Municipal nº 1.111/2025, que proíbe a queima e a soltura de fogos de artifício com estampido no município.
A norma, sancionada pelo prefeito Anísio Almeida (UNIÃO) e originada de projeto do vereador Valnei Bezerra (PP), também impede a utilização, pelo Poder Público Municipal, de artefatos que provoquem poluição sonora considerada prejudicial à vida humana e animal.
Celebrar o São João também significa respeitar as diferenças e garantir que todas as pessoas possam participar do período festivo com segurança e tranquilidade.